
De São Miguel dos Milagres ao Bulga: uma história à mesa
01/03/2026
A cozinha de Deivid Santos: técnica, intuição e identidade
04/04/2026Há bairros que são apenas endereços. Outros ajudam a contar a história de uma cidade.
O Rio Vermelho pertence ao segundo grupo. Entre o mar, as ruas movimentadas, a cultura, a boemia e a gastronomia, o bairro construiu uma identidade própria e se tornou um dos lugares mais reconhecíveis de Salvador. Sua relação com a comida atravessa diferentes expressões, dos tradicionais tabuleiros de acarajé aos restaurantes que movimentam o bairro durante o dia e a noite.
É também um território profundamente ligado ao mar. A antiga presença dos pescadores permanece na memória do bairro e encontra sua expressão mais simbólica a cada 2 de fevereiro, quando o Rio Vermelho recebe a tradicional Festa de Iemanjá.
Foi nesse cenário que o Bulga encontrou sua casa.
Um restaurante para viver o Rio Vermelho
Instalado no Zank by Toque Hotel, o Bulga propõe uma experiência que dialoga com o bairro sem tentar reproduzi-lo.
Do lado de fora, está o movimento característico do Rio Vermelho. Dentro, o ritmo muda.
A arquitetura, a vegetação, a iluminação e os diferentes ambientes da casa criam uma atmosfera mais reservada, onde a experiência começa antes mesmo de o primeiro prato chegar à mesa.
É justamente esse contraste que torna a localização tão particular: estar em um dos bairros mais vivos de Salvador e, ao mesmo tempo, encontrar um lugar onde é possível desacelerar.

Praia do Rio Vermelho

Festa de Iemanjá em 2 de fevereiro
O Rio Vermelho também se encontra à mesa
Gastronomia e Rio Vermelho mantêm uma relação antiga. Hoje, bares e restaurantes convivem com referências culturais e afetivas que atravessam gerações — dos acarajés que se tornaram símbolos do bairro à memória de moradores como Jorge Amado e Zélia Gattai, cuja antiga residência integra o patrimônio cultural da região.
O Bulga passa a fazer parte desse cenário a partir de uma identidade própria.
Sob o comando do chef Deivid Santos, sua cozinha combina técnica, intuição e sensibilidade. O menu, a seleção de vinhos, o serviço e o ambiente são pensados como partes de uma mesma experiência.
E há diferentes maneiras de vivê-la.
O dia pode começar com um café da manhã sem pressa, seguir para um almoço à mesa ou terminar com jantar e vinho sob a iluminação mais intimista da casa.
Em todos esses momentos, existe algo que permanece do lado de fora e, ao mesmo tempo, faz parte da experiência: o Rio Vermelho.
Um bairro onde Salvador encontra o mar, a cultura encontra a gastronomia e diferentes histórias continuam sendo escritas à mesa.


